O clarín soa, é um anúncio de que o dia começa. Eles querem ficar mais cinco minutinhos na cama, querem ser meninos, querem matar aula, querem ser comuns de vez em quando. Não desejam levantar guerreiros, imbatíveis, só ficar indefesos sob as cobertas mais um pouquinho...
Em forma, em marcha, em fila, estão embaixo do sol fraco da manhã que nasce. Comem do pão que nunca é igual ao de casa, falta aquele toque materno no café. E, novamente, em filas de três caminham para as aulas. Sentem-se sozinhos, às vezes, nos corredores extensos de janelas que não dão para a casa da vizinha, com suas calcinhas penduradas e seu papagaio tagarela, dão para uma floresta verde e fechada. Onde está o mundo, meu Deus, que sinto saudade de ver. Está lá fora e não se pode ver ainda. É preciso aprender e aprender, pois um dia, quem sabe, seja preciso salvá-lo com a própria morte.
À noite, mesmo as quentes, com seus mosquitos e cigarras, nunca são as mesmas noites de quando está com ela. Ela, aquela menina na foto da carteira, na tela do celular. A dona da sua esperança. Quando tudo parece difícil demais de se enfrentar, ele lembra com força e fé que por ela ainda vale a pena. Sua menina acredita nele. Seus pais o amariam mesmo se ele os desapontasse, mas ele jamais gostaria que ela descobrisse que não era forte.
O corpo dói com os exercícios, a cabeça está cheia, o peito repleto de saudade, mas ele não deixa perceber ao telefone, entrega apenas o silêncio e devolve a falta de palavra, em lugar de reclamações.
O clarín toca, as luzes se apagam. Queira ou não, é hora de dormir. Mais um dia para nós, mas para quem vive ali, menos um dia, é assim que se conta.
Após a adaptação, eles se tornam irmãos. Irmãos que trocam palavras amigas, que emprestam material, que riem juntos. São churrascos, festas, comemorações, tudo é motivo para celebrar as conquistas de cada prova, cada treinamento, cada ano concluído. Surge uma música no batuque dos dedos na mesa, ou em um som colocado em um canto, em cima de alguma mureta.
Quando chegam os feriados, lá estão os "irmãos de armas" dormindo um na casa dos pais do outro. Fazem agora parte da mesma família! Qual deles nunca se viu por acaso vestindo a camisa do outro? Parecem um só, a vida de todos se confundem. São tantos caminhos dentro dos "ônibus especias fretados"...
As músicas animadas nos alojamentos mostram a cultura do Brasil. É o som gaúcho, o sertanejo, o funk, o techno, o axé, o forró, o gospel. Já pensou esse mix ao mesmo tempo? Eles se entendem e são muito felizes assim, acredite!
As primeiras semanas de adaptação na AMAN são cansativas e um pouco estressantes para os futuros cadetes. Eles precisam aprender a cair e saber que têm forças para levantar quantas vezes for necessário. Parece um sonho, finalmente estão na tão almejada Academia, porém, há também uma parcela de responsabilidade por isso.
Há quem pense que eles só fazem exercícios físicos. Que nada! Tome-lhe matemática, história, geografia, administração, filosofia... São tantas disciplinas que deixaria o currículo de muitos civis ínfimos. Como se esforçam para chegar até a monografia, que é a hora da consolidação de seus conhecimentos de maneira sistemática! Estão sempre carrengando apostilas para a prova disso e daquilo. A Academia é um berço de líderes e, por isso, eles precisam estar bem instruídos para tomarem futuras decisões importantes.
Mas, nada pode explicar a alegria no peito e o orgulho de passar pelos portões segurando a espada pela qual fizeram o juramento. Lá do lado de fora está ela, sua amada, com lágrimas nos olhos de alegria e orgulho, para recebê-lo com um abraço forte e dizer que tudo valeu a pena.
Quando falo "tudo" são muitos percalços. Neste livro, iremos ver a entrevistas destas mulheres que contarão suas dificuldades. Não é um conto de fadas cheio de partes cor de rosa. Nem por isso, triste, elas são tão guerreiras que tiram alegria e força das pedras que encontram no caminho.
Vou falar de mulheres dinâmicas, que estudam, trabalham, lutam e batalham pelo seu amor. Se você acha que tudo que passa é só com você... Que nada, vai se surpreender e tirar força dos testemunhos de vitória aqui presentes.
Aproveite!
1/22/07
1 Irmãos de Armas
2 Semana de Adaptação
A semana de adaptação deixam as namoradas um pouco aflitas. Muita calma, não fique assim tão preocupada. Eles estão sendo supervisionados, tudo ali tem regras a serem seguidas.
Porém, quem é novo está chegando para entrar em uma hierarquia que já é estabelecida... Essas primeiras semanas acabam deixando o cadete um pouco cansado, é muita coisa nova para aprender, mas ao mesmo tempo é legal, porque ele estará conhecendo seus novos amigos. O mais importante é tentar levar na esportiva e mentalizar que tudo aquilo vai passar. Para as namoradas o conselho é relaxar, não ficar pensando nisso, seguir com sua vida e não ficar transmitindo tristeza ao telefone, mas animá-los, motivá-los.
O vital mesmo nessa semana nevrálgica é não fazer pressão para ele não querer sair. Incentivar não é dizer que todos vão sentir vergonha se ele desistir, isso vai deixá-lo com uma sensação de solidão ainda maior.
Eles irão dormir muito tarde e acordar bem cedo. É bom não exigir que ele ligue todos os dias, porque estará morto de cansado.
Ao conversar com uma das mulheres que entrevistei, ela entrou no túneo do tempo e me relatou como foi o início dos anos de AMAN e a importância do incentivo das namoradas:
_"Quando começamos a ficar ele ficava falando que o ano ia ser muito difícil e que ia pra uma tal de AMAN...Ele tinha acabado de sair da Espcex. Eu não entendia nada. Nem sabia q ele era militar. Ele ficava falando que a Espcex era muito mais tranqüilo. Aliás, até eu aprender a falar Espcex direito demorou um bocado. Era um tal de eu falar “esxex, espex, espcecx” e por ai vai.
Mas de tanto ele falar em Aman tive que ir no google e saber que bendito nome era aquele. Ai eu fui entender o q era. Mas demorou muito...não entendia nada de nada, ele foi me explicando e depois de muito tempo eu entendi, e ai fiquei interessada e pesquisando. Ele fala que eu sei mais coisas da AMAN do que ele. Aprovo tudo que for melhor pra ele.
Algumas vezes ele falou em desligamento e eu sempre falei que se ele não estava feliz no exército ele tinha mais é que sair. Mas depois de um tempo vi que isso era apenas quando ele tava mal lá dentro. Então quando ele fala isso agora eu digo: “Para com isso. Você ama o que faz, se você sair daí o q vai fazer??? Essa é a sua vida. Mas se quiser sair a escolha é sua.” Ele ama o que faz, e sei que não largaria por nada desse mundo."
3 De alunos para Cadetes
Imersa em pilhas de jornais, preocupada com meus trabalhos de jornalismo, não tinha tempo para pensar em tudo aquilo que é vital antes de um dia como aquele. Telefonei para meu namorado e perguntei o que toda mulher quer saber: “Que roupa eu vou?” Ele disse que nada especial, simples. O problema de se decifrar o que um homem diz é justamente porque são objetivos demais. Por exemplo, você sabe que um verde limão não é um verde musgo, mas para um homem verde é verde, oras. Eu tentei chegar mais a fundo: “Simples? Posso ir de jeans?”. Ele pensou por um tempo: “Ah! Pode...”. Com os anos, conclui que quando meu namorado fala reticente é porque me esconde algo importantíssimo. Eu só descobri isso quando desembarquei em Resende.
Ao chegar no hotel, encontro as pessoas arrumadas pomposamente. “Meu Deus! Eu tinha um vestido lindo em casa! Certo! Agora eu me tranco no banheiro e fico lá até morrer! Imagina a vergonha de ser ponto de referência: “Vá até aquele poste onde tem aquela garota de calça jeans”!
“Querida, o carro já chegou, vamos?”_ avisaram-me. Céus, eu estava parecendo uma estudante em um dia de bom humor que chega na faculdade bem arrumada, por favor, Fada Madrinha, apareça agora!
Uma multidão aguardava de ambas as calçadas que margeavam a rua de acesso aos portões. Nem ao menos meu namorado eu tinha para brigar ou me agarrar de vergonha, pois ele já se juntara aos amigos de turma para a marcha.
Eu não sabia se tanta gente era um consolo para que eu desaparecesse no mar de cabeças, ou se era um pesadelo, por ver que só eu destoava.
Era hora de abstrair o próprio figurino, porque se uma coisa está ruim é porque pode piorar! Visto que a grama dos canteiros estava molhada, meu salto agulha afundou na lama, quando tentei correr para pegar o melhor ângulo de uma foto. “Ouuuuuu....Aiii”, me desequilibrei, para frente para trás, braços girando no ar feito uma hélice se preparando para decolar. Fui salva pela minha sogra e graças aos pais vidrados em procurar seus filhos que marchavam, pouco deram atenção ao meu semi-patético-tombo. Só me restou limpar toda aquela lama com lencinho de papel. Naquele estágio, eu já tinha estourado minha cota semestral de vergonha.
Ainda bem que ficamos bem próximas ao portão e assim pudemos ter uma visão vip de tudo. Só que o discurso longo começou a ficar estafante.
O sol me fritava. Onde estava meu pó compacto? Eu quero meu filtro solar! Como sou muito branca, a vermelhidão já me fazia combinar com a cor da minha blusa. Que maravilha, agora eu estava com um V tatuado entre meus seios. Quando eu teria coragem de ir à praia outra vez com aquela marca horrenda? A sede secava minha garganta, nem saliva tinha mais para engolir.
Algumas horas depois, ao deslocar meu pé do chão, senti que brotaram algumas bolhas e calos. Fiz aquele ar de modelo que nada se abala e caminhei linda e maravilhosa pelo retão. Retão é só uma reta, oh!, quilométrica, que parece perder de vista e à pé torna-se ainda maior. Alguns minutos mais tarde, já de língua de fora, chegamos no teatro, onde seria dada uma palestra sobre os cursos da AMAN.
Depois, fomos até o quarto onde os meninos dormiam para conhecer as alas e a nova casa deles por quatro anos. Seria finalmente o ponto final naquela agonia. Mas a fome ainda pedia um bom almoço em uma churrascaria. Lá fomos nós todos felizes.
No carro, meu sutiã de silicone afrouxou a alça e eu tive a insana idéia de ajustar . “Que maravilha!”, eu olhei para a alça e ela tinha rompido.
Retirei o sutiã puxando uma das alças pelo outro braço, sem tirar a blusa, claro, nossa foi uma cena de contorcionismo digna de circo Solei. Tentei dar um nó e vestir, fazendo o procedimento inverso: colocar preso atrás, enfiar as alças pelos braços, sem tirar a blusa. Novamente rompeu. Suspirei com muita força, rangi os dentes e quis me atirar pela janela.
Neste instante, me consolei com a total falta de seios e por fazer um dia de muito calor, assim, eles ficariam bem comportados dentro da fina blusa vermelha.
Bom, apesar deste pitoresco dia de gata borralheira, posso dizer que é uma cerimônia muito especial. Nem preciso alertar que água, pó compacto, vestido longuete sem brilhos, sombra pastel, um salto confortável plataforma e uma máquina digital devem estar na sua mala! Aproveitem e preparem seus corações.
Claro, que aquele dia teria uma revanche em grande estilo, digna de noite de gala do Oscar! E esse dia já tinha data marcada: o baile do Espadim, que conto daqui a pouco.
4 Bailes
Comecei pela escolha do vestido. Preferi um preto, pois todos os claros que experimentara eram muito transparentes atrás. Depois uma sandália confortável, colares, unha, maquiagem impecável, presilhas para o cabelo e... calcinha, qual usar? Não que eu pretendesse estender aquela noite e fazer algum programa a dois. Meu problema era que ela não ficasse em relevo.
Por isso, aconselho que não comprem aquelas sem costura, pois elas também “entram na bunda”, desculpe a objetividade, e marcam o vestido. O melhor mesmo é comprar um short feito do tecido da meia calça. Eles são vendidos em lojas de lingerie geralmente na cor preta, branca, cinza e marrom.
A sombra dos olhos, lembrando, combina com a cor do vestido e se for valorizar a boca, trabalhe pouco a zona dos olhos. Os vestidos para as cerimônias do dia são longuetes, abaixo do joelho um pouco, dê preferência para cores claras e o cabelo solto. Não esquecendo a regra: de dia, brilho só o do sol. À noite sim, o brilho vem com tudo.
Se você ficar preocupada em onde vai colocar a bolsa, fique tranqüila, as mesas geralmente são grandes e para muitos convidados, alguém sempre estará por perto e mesmo que todos se levantem, outros não vão mexer na sua bolsa. Todas as mesas são enumeradas.
As bandas são muito animadas e é um verdadeiro show, prepare os pés para dançar muito e se divertir, pensando nisso, reflita se o cabelo preso no fim da noite não vai ficar bagunçado... Talvez um penteado mais livre para algumas seja a melhor opção.
Eu sei que a ansiedade é muito grande, mas procurem dormir bastante na noite anterior ao espadim. Tome um café da manhã light e muito líquido.
A visão privilegiada é a de quem fica dos corredores dos andares superiores do pátio principal. Quem puder subir, vá, há tempo para descer e entregar o espadim perfeitamente! Para pegar um bom lugar, chegue cedo! Falando em Espadim, este se solta facilmente e não pode cair no chão, por isso, dê um jeito de seu amor prendê-lo melhor na farda de alguma maneira, com um discreto elástico, se for possível.
Rímel à prova de água ou incolor, pois quando eles entrarem pelo portão cantando “Nós... Somos os Cadetes do Brasil...”, você vai sentir as lágrimas vindo aos olhos. Impossível não ficar arrepiada ao vê-los marchar tão sincronicamente.
Já aconteceu em muitos anos meninos passarem mal na hora da cerimônia, por isso aconselhe para que seu amor tome um belo café da manhã e tenha uma boa noite de sono. Que aliás, será na AMAN, pois a noite anterior ao espadim todos ficam na academia.
Depois do almoço, esqueça tudo e se jogue no travesseiro. Durma e durma, não vai querer estar com olheiras e cansada. Já vai se aproximando à noite e seu dia de princesa.
Lembro-me que ao desembarcar em Resende no dia anterior ao Espadim, meu coração estava a mil. Meu namorado correu e me tomou nos braços. Seria nosso primeiro baile juntos. Imagino o quanto ele estava ansioso para finalmente poder ir acompanhado.
Todos os familiares se arrumaram, ajudei a fazer as unhas, cabelo e maquiagem das mulheres e finalmente estavam todas maravilhosas na sala da grande casa que alugamos. Quando de repente viro para o lado, vejo meu namorado de farda branca, para se diferenciar do azul dos meninos do 1º ano.
Sorri, sem palavras. Meu Deus, ele parecia um príncipe, lindo, cheiroso, maravilhoso. Todos me olharam e começaram a bater palmas, anunciando que eu era a última ainda descalça, com uma caneta bic prendendo um coque e de short. Eles começaram a descer e disseram que me aguardariam lá embaixo, visto que a casa tinha dois andares.
Após vestir o vestido novo, comprado a prestações a perder de vista, fiz uma maquiagem, arrumei o cabelo, coloquei o colar, os brincos, subi no salto e finalmente sorri me olhando para o espelho. Umas gotas de perfume e prontinho. Muito longe daquela menina de patético jeans há alguns meses.
Caminhei pela casa vazia, fechei a porta e apareci no alto da escada. Aos poucos, os convidados se viraram e pairou aquele ar de contemplação. Meu coração disparou. Meu namorado de costas, conversando com o irmão na frente do carro, virou-se e sem querer me viu, voltou a olhar de novo e ficou assombrado. Eu ri e ele caminhou na minha direção para me dar a mão. Nos olhamos e ele estava sem palavras:
_Você está linda!
O tapete vermelho, as luzes dos holofotes potentes iluminando de muito longe o céu, os flashs, é uma verdadeira e inesquecível noite de gala, que tem muito mais surpresas, mas que deixo para no seu grande dia descobrir.
Rege a lenda que o militar tem que casar com a mulher que pegar seu espadim e desembainhá-lo...
5 Saudade
É hora de cruzar os dedos e fazer aquela rezinha: "chama! chama! chama"! Tuuuuu Tuuuuu, começa a chamar e é a vez de comemorar com um "yes" e um soquinho no ar de alívio, isso é quase uma vitória olímpica.
_Alô?_ falei.
_Não di#$%ga al@$%7 diga Dguesra @$%236_ ouvi o berro do outro lado que quase estourou meus tímpanos.
Fiquei muda, sem saber o que dizer diante do que entendi: "Não diga alô, diga Deus salva!", falou bem rápido, como o esquilinho do filme "Deu a louca na Chapeuzinho".
Quê? Eu ligara sem querer para uma igreja evangélica de Resende?
_Alô? Aí é da AMAN, né?_ perguntei sem jeito, bem que podia perguntar: aí é um manicômio?!:/
_É sim! Não diga alô, diga selva!_ berrou outra vez.
Eis que alguém toma o telefone do homem-megafone e pede desculpa. Eu quase cobrei meu tímpano de volta. Mas tudo bem, só queria dizer boa noite para o meu namorado, era difícil?!
Bom, começa agora a derradeira espera. Uma unidades a menos, 2, 4, 8, 16... Cadê ele?! :/ E pronto o cartão acaba! E nada dele!!?! Simplesmente devem ter dado um berro no meio do corredor, achando que meu namorado escutara e deram a missão por cumprida. Mais um dia de vida de uma garota que ama um cadete na AMAN!
Como são importantes os telefonemas para eles. Ouvir um carinho, uma notícia, sentir que alguém se preocupa com eles. Quem pode ganhar desconto das operadoras de celular aproveitem. Dizem que a TIM pega melhor que a Claro por lá, então, na hora de trocar de operadora, pensem bem. Após as 10 horas, as luzes se apagam e fica menos concorrido o telefone, mas não achem que eles vão levantar da cama para atender, por isso, tenha muita força de vontade para ouvir chamar várias vezes até uma alma caridosa e sonâmbula por ali passar.
Se algum dia ele não ligar, não pense que foi apenas displicência, falta de interesse. Para sair da ala e ir ao telefone, ele terá que vestir toda a farda e depois disso enfrentar uma enorme fila de cadetes com cartões repletos de unidades. Isso custa horas sagradas de sono e depois de um dia muito pesado o corpo só quer desabar na cama. Pense um pouco pelo lado dele, antes de ter um ataque de carência e provocar qualquer briga por telefone. Grave essa regra como um axioma: brigar por telefone jamais! Evite, para o bem do seu relacionamento.
Agora um detalhe interessante, repare como você dificilmente consegue entender o nome do cadete que se identifica no telefone ao atendê-lo, já ouvi dizer que é proposital que eles falem tão rápido no nome de guerra para não identificá-los...
A saudade por um fio:

Não precisava ouvir mais nenhuma instrução naquele dia, nenhuma ordem, nenhuma punição. Não queria sentir o peso de uma barra, de um fuzil, do seu próprio fardo, nada. Não deseja ver nenhum mapa, nenhum alvo, nenhuma trilha no meio da mata, queria o escuro dos olhos fechados.
Um toque, dois, tuuuuu, tuuu.
-Alô?- A doce e meiga voz do outro lado lhe trouxe um sopro de vida, um sorriso no rosto impassível, frio. Ele podia pedir para ela repetir aquele alô infinitamente que ficaria ali só sentindo que ela estava com ele, longe, mas com ele, em sintonia.
-Como você está?-lhe pergunta com o egoísta e compreensível desejo de apenas ouvir, nada falar, só fechar os olhos e ouvir os risos, a felicidade dela contando suas pequenas e fúteis conquistas diárias. Ele não precisava lhe dizer o que repetia todas as vezes: missões, missões e para variar missões. Mas ela, também necessitava do seu momento egoísta: apenas ouví-lo, em silêncio, recontar o mesmo texto.
Mas a cada vez que ele dizia sobre si se sentia importante, único, fora da massa, singular, apenas ele. Ela só queria ele. E isso bastava. Só que a ligação não durava nunca o tempo que ele gostaria: para sempre. E caí, cortando o te amo ao meio: “Tu tu tu...”
Ele levanta. Caminha para sua ala. Precisa dormir e descansar o corpo, porque a alma já descansou sob o toque da voz de sua amada, do outro lado da linha.
6 Cursos, Armas e Regras
É legal participar do mundo deles, não ter vergonha de perguntar uma palavra ou uma sigla que não saiba. Assim, você vai entendê-lo muito melhor. Vejamos:
Bom, eles não vão conseguir fugir da física, matemática... E são elas que deixam muitos alunos de recuperação. A correção é muito rígida. É necessário que eles escrevam quase exatamente com as palavras que estão no gabarito, por isso é bom estudar!
Depois do básico, vem o avançado e aí o terceiro ano com a escolha das armas. Conforme informa o site do Exército Brasileiro:
“A Força Terrestre possui elementos que, conforme sua destinação, podem ser de combate (armas-base), os quais pertencem às armas de Infantaria e Cavalaria; de apoio ao combate, constituídos pelas armas de Artilharia, Engenharia e Comunicações, e finalmente, pelos elementos de apoio logístico, isto é, os pertencentes aos serviços de Intendência e Saúde e ao quadro de Material Bélico. Eles atendem às atividades-fim do Exército, enquanto outros serviços e quadros atendem as atividades-meio.”
Para fazer a escolha da arma é preciso pensar na classificação do cadete, que dependerá de sua nota. Como algumas armas possuem menos vagas que outras, se o cadete não for bem colocado, pode ser que não consiga entrar na que desejava.
Já no 4º ano chega o período dos estágios que funcionam como os estágios nas nossas faculdades. Eles estudaram durante 4 anos a teoria e tiveram um pouco de prática, e agora vão ver de perto como é colocar isso em serviço. Provavelmente viajarão uma semana para outros estados.
Os atletas não fazem estágios no mesmo período que os demais, porque estes são antes da Navamaer e eles precisam ficar na AMAN treinando. Mas depois eles farão e vai ver como o seu vai voltar cheinho de histórias para contar, todo contente e feliz.
No final do 4°ano, abrem as vagas e os cadetes escolhem os estados para onde querem ir de acordo com a classificação. Abrem vagas pra todos os lugares do país, mas algumas armas se concentram mais em alguns estados.
O mais importante é que nesse tempo eles tenham um suporte familiar e que não deixem também de receber lá seus mimos. Um exemplo bem simples, para o bolso de alguns cadetes comer lanches na AMAN sai muito caro, por isso encher a mochila de biscoitos, doces e guloseimas não deixa de ser uma ajuda e tanto, como também um ato de atenção que vai lembrá-los durante a semana.
7 Treinamentos de campo
Os treinamentos de campo exigem que o cadete ganhe rusticidade. São 6 campos por ano e durante os quais você não poderá falar com eles. Com o passar do tempo, você irá se acostumar e até ele também não verá isso mais como um bicho de sete cabeças. O melhor que tem a fazer é tentar arrumar muitas coisas para ocupar sua mente nesse tempo.
Não fique preocupada pensando no pior, assim como você está em uma sala de aula na faculdade, ele estará em um campo fazendo instruções com pessoas especializadas e preparadas para evitar qualquer problema. O objetivo é simular o que acontece em um campo de guerra.
Uma coisa que acho interessante é como eles perdem as frescuras e passam a ver a vida de maneira tão mais prazeirosa. Coisas simples ganham um gostinho à mais, a falta daquele fast food ou do travesseiro macio. Particularmente acho muito legal esse jeito deles de que "tudo está bom", não ficam reclamando o tempo todo.
Fique tranqüila e se mantenha ocupada. Se ele voltar cansado, uma boa cama macia resolverá rapidinho a questão. Logo, logo estará novo em folha e com toda a energia.
8 Rusticidade
Eles são esquecidos, estressados, irritados e ansiosos em fase de prova, campo, teste físico... E nós, claro, sempre temos que compreender. Vai precisar de muita paciência. Eu sei que você também enfrenta seus perrengues do dia-dia. Mas eles nunca vão achar que você tem uma vida dura, sem antes ressaltar, "Se você visse a minha..."
Às vezes, acabam levando isso para os fins de semana e esquecem. Namorada de militar é uma mãe, que olha o filho falar o que quer e faz carinho com a mão na cabeça com ar complacente, que o ouve falar das suas aventuras com olhos de expectativa, que dá colo para não sentir medo e deixa ele se ser o mais forte do mundo.
Uma certa frieza e calculismo começam a guiar os atos. Eles vão ano após ano amadurecendo e perdendo seus medos. Continuam sendo o bom rapaz que vocês conheceram, porém mais forte, mais rústico.
Afinal, eles devem se preparar para possivelmente ir para uma guerra. Nós estamos dispostas a passar por tanta coisa, mas dificilmente para isso. Mesmo em missão de paz, há risco dele partir para sempre por causa de uma bala perdida, de uma mina, de um míssil que atravessar o seu caminho.
9 Primeira transferência
_"Quando começamos ele ainda não era militar mas já tinha essa idéia fixa na cabeça, inclusive já fazia cursinhos preparatórios pras provas. No começo tentava aeronáutica e só depois o exército. Quando fiquei sabendo da prova da Espcex dei a maior força e tal, de primeira ele não passou, mas continuou tentando. Eu diria que entrei de gaiata, já que não sabia ao certo como seria se ele passasse, ele nunca foi de falar muito e eu também não dava muita importância a essas provas, nunca imaginei que passaria o que estou passando e o que ainda passarei. Na segunda tentativa pra Espcex eu conferi os resultados com ele, torcia de verdade para que passasse, e ele passou. Abracei ele, dei parabéns, fiquei feliz mesmo. A única coisa que sabia sobre isso porém, era que teria de ficar longe dele por 1 ano, já que iria pra Campinas e depois mais 4 aqui em Resende. Ingênua que só, nem imaginava das transferências. Ajudei a arrumar as malas, a comprar as coisas, a etiquetar os livros, escrevi uma carta de despedida e fui levá-lo junto com a família dele ao ônibus que o levaria até Campinas. Até então tudo bem, batia aquele sentimentozinho estranho mas nada grave, foi tranqüilo, o difícil mesmo foi passar a primeira noite após a partida dele. E fiquei assim, nessa “ingenuidade” até conhecer as meninas (namoradas da turma dele) em agosto de 2005, foi quando em meio a várias conversas, fiquei sabendo de coisas que eu jamais imaginaria, entre elas as transferências. De que me adiantava agora? Ele já estava lá, fazer o que? Hoje se pudesse ter escolha, se pudesse voltar atrás, não sei se o motivaria tanto, se aprovaria tal fato desde o início. Porém, uma vez que ele já está lá, já fez a decisão dele, o que me resta é apoiar, afinal, é o homem que eu amo, e essa é a vida que ele escolheu pra ele. E pra falar a verdade, acho que já estou me acostumando com tudo isso, posso dizer que aprovo. Toda vez que a gente conversa sobre isso eu dou a maior força, incentivo, mostro a ele que estou ao lado dele sempre. E se você me perguntar se eu gostaria que ele pedisse desligamento hoje, eu, ainda que um pouco em dúvidas, te direi que não!"
No primeiro ano, começa a fase de aceitação. Ele vai ficar lá e não há outra escolha a não ser tentar lidar com isso. No segundo, quando já passou pela etapa dos campos e inúmeros serviços do primeiro ano, começa-se a avistar muito de longe o fim disso tudo. Claro, a única coisa que você, namorada, consegue mentalizar é o mantra: "uma hora isso acaba!". Chega, então, o terceiro ano e a sensação de "nossa como eu sou forte" aflorando. Afinal, se agüentou até aqui é porque a tendência é só melhorar. O quarto ano começa e parece que a taça já está na mão. Inicia-se o alívio, finalmente, depois de tantos fins de semana sozinha, de tantos dias dos namorados sem ele, de todas as datas longe do seu amor, após cada semana de campo, cá está você pronta para recebê-lo na saída dos portões!
É bem neste ano que chega uma notícia. Aliás, notícias é o que não te faltou até agora. Sabe aquela frase dele que já te dá até arrepio? "Amor, olha só... Tenho uma notícia para te dar..." Esse é bordão de cadete que tem namorada. Eles sempre nos informam dos imprevistos com este jeitinho cuidadoso.
É, o quarto ano vem com uma notícia de brinde: seu amor não vai ficar com você, vai sim para bem longe. Seja pela classificação, pela grana que precisa... Parece um passarinho que você pensa ter nas mãos, aí voa. Dá vontade de gritar: "Hei, eu não mereço!Ninguém pensa em mim, não, é?" Depois o desespero, lágrimas, lágrimas, come, come, engorda, pára de comer, emagrece, incha o rosto, fica pálida... Passada essa etapa traumática, respira fundo, é fato: ele vai ficar longe mais um tempo.
Nesse momento sensível, dá uma mistura de raiva e dor. Aí, inicia-se uma confusão mental: "Será que estou sendo muito egoísta, só estou pensando em mim?" A sua vida se abre feito um clarão e você se vê a um passo desse vale divisório: "Tranco a faculdade, largo tudo e vou com ele?" ou "Deixo ele ir, sigo minha vida, e depois ele volta, nosso amor vencerá mais uma batalha?" Dá vontade de ligar para aquela psicóloga que responde perguntas no rádio, ou escrever uma carta para a colunista do jornal, perguntar para mãe, tia, amiga: "Qual a melhor solução?"
Você se esquece que a resposta não está nas outras pessoas, mas em você. Cada um tem o seu ritmo, o seu tempo, as suas metas... Não existem decisões que não provoquem perdas. Se escolher uma opção, terá que abrir mão dos benefícios da outra. A melhor é a que vai te fazer mais feliz e felicidade não se fabrica em série, cada um faz a sua.
Quando conversar com seu coração, tente pensar a longo prazo. Certas coisas que hoje você deixar de fazer, serão muito mais complicadas quando tiver filhos, casa, marido. Porém, não fazê-las também não fecham portas eternas. Até o último dia de sua existência é tempo de começar qualquer projeto.
Cuidado só para não transformar a vida profissional do seu amor na sua vida, pois corre o risco de se anular para viver à base do brilho dele. Tome com garra os seus planos de carreira ou de trabalho e se foque neles. Com a cabeça ocupada é bem mais fácil lidar com os entraves da profissão dele.
Muitas coisas te esperam, o aspirantado abrirá portas para novas experiências. Suas decisões alterarão seu futuro. Arrumar um emprego não é tão simples quando se tem um marido militar, afinal, que empresa quer investir em um funcionário que daqui a dois anos vai se demitir? Essa é uma pergunta que em todas as entrevistas servirão como ponto contra você. Então, tudo que hoje puder fazer por sua vida estudantil, melhor.
O concurso público é um bom caminho. Já se informou de algum cursinho? Já deu a mão para o "São Google" e pesquisou que empresas estão abrindo vagas?
O seu namorado tem as metas riscadas: se formar, estagiar, subir de patente em patente, fazer pós, curso disso e daquilo... E você?
Se ele for para longe e você não puder ir junto, calma, não é o fim. É só um começo de uma nova experiência. Não estará estagnada, pelo contrário, estará andando com sua vida também. Se você vai agüentar? Lógico, o que fez em quatro anos?
Já se sua decisão for ir junto e tem medo de não conseguir enfrentar tudo sozinha, longe das pessoas que te apóiam, fique tranqüila, a força está dentro de você e quando precisar, ela aparecerá para lutar contra todas as adversidades.
Quanto mais longe o local para onde forem, mais dinheiro receberão de transferência e o local será determinado pela classificação. Quanto melhor a classificação, primeiro que os outros ele poderá escolher para onde quer ir. As cidades do nordeste estão entre as mais cotadas.
Uma das namoradas que já passaram por isso narra como foi:
_"Quando ele se formou me deu um baita susto, ele disse que tinham saído as vagas e que não tinha aberto quase nenhuma no Rio, e que ele achava que teria que ir para o sul. Eu mantive o controle enquanto falava com ele, mas quando desliguei desabei...chorei muito perguntei o porquê de tudo isso. Ele voltou a me ligar no dia da escolha das unidades, eu estava na expectativa dele ter pego uma vaga no Rio, mas ele disse que só ia me dar a notícia na sexta fera, quando ele chegasse da Aman. Eu quase xinguei ele pelo telefone mesmo, mas esperei. Ele chegou e disse que tinha ido par ao 5 RCMec, eu sabia que não era uma unidade do rio, então perguntei onde que ficava, e ele soltou:Jaguarão, e ainda completou, ic Ana fronteira do Rio grande do Sul com Uruguai, nem precisa falar que quase tive um troço ali mesmo. Chorei horrores, disse que estava feliz por ele sim, mas que não tinha como não chorar, pq era muito longe e faltava ainda mais de 2 anos para eu me formar, enfim, chorei tudo que era para chorar, então ele me olhou e falou com toda calma do mundo: Sua boba, eu não fui para aquele fim de mundo não, eu vou ficar no rio, no campinho, no 15 RCMec...eu pulei no pescoço dele, enchi de beijos e chorei ainda mais. Eu apoiaria ele ter ido para o sul ,apesar de saber que ia ser difícil, depois disso foram várias as vezes que apoiei ele, fosse em cursos, fosse nas provas hípicas, fosse numa missão, inclusive indo ao supermercado comprar bola de encher, barbante, fica durex e outras coisas parecidas..."
E nesse tempo você também terá que pensar em como sua carreira poderá se adequar a dele. Uma das mulheres me contou que está passando por isso:
_"A carreira dele está começando a interferir agora. Me formo em 2008 e nesse período tenho que escolher as minhas especialidades( matérias extra curriculares) e não me decidi ainda. Estou querendo fazer saúde da família e saúde coletiva (Posto de saúde)...qualquer lugar tem um posto. Devido ao fato de querer um espaço profissional em cada lugar que ele possa vir a servir. Podendo ajudar no orçamento familiar e na criação dos filhos. Mas o sonho mesmo sempre foi a pediatria e o neonatal...mas não é todo lugar que precisa de um enfermeiro pediatra por perto, nem todo lugar tem clinicas e hospitais que agregam esse tipo de profissional já que não é “essencial numa enfermaria” um enfermeiro pediatra... e sim um enfermeiro que se safe em qualquer caso que ocorra."
Outro ponto importante que uma de minhas entrevistadas levantou foi a questão da remuneração:
_ "Os salários dos militares hoje esta uma vergonha. Eles estão 100% disponíveis para dar a vida pela pátria numa eventualidade, será que isto não é o suficiente para serem mais valorizados?A segurança do nosso país, como um todo, fronteiras, espaço aéreo, mar territorial, e até mesmo a segurança particular do chefe de estado, tudo depende das forças armadas. "Soberania Nacional" seria apenas uma expressão sem significado, sem o trabalho desempenhado pelos militares da marinha, exército e aeronáutica. Já ouvi de uma pessoa, com considerável grau de instrução, que "o dinheiro investido pelo Estado nos salários dos militares, é dinheiro jogado fora, porque o Brasil não está em guerra para sustentar tanta gente que não faz nada". No momento fiquei desconcertada com tamanha ignorância. Pensei em gastar todo o meu latim explicando para aquele ser, o tamanho da imbecilidade que ela estava falando. No entanto, resumi a explicação em três singelas perguntas: Imagine um país como o nosso, cheio de riquezas naturais e com um território vasto, sem forças armadas? Agora imagine quantas horas você daria para este mesmo país fosse tomado por outro, ou melhor, por MILITARES do outro país? Por fim, como você imagina que seria a sua vida, na condição de "nativo" de um país indefeso, que já não existe mais, depois desta ocupação? Foi o que bastou. Estas três perguntas foram seguidas de dois minutos de silêncio e de um "Realmente, você tem razão."
Conheça mais sobre as cidade onde eles poderão servir, no nosso site Eu amo um militar. Lá você poderá ficar conhecendo mais o Brasil.
10 Resende

Para quem tem namorado na AMAN, não há como escapar de conhecer Resende. Localizada às margens da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, uma das mais belas cidades turísticas da Região das Agulhas Negras, ao sul do Estado do Rio de Janeiro. Possui uma área de 1.116 km². Temperatura Média: 25 graus. População: 108.701 habitantes.
Falando em temperatura, quando lá faz inverno é realmente frio. Leve luvas, muitos casacos, meias grossas, creme para a pele, protetor labial e todo o quite polar.
Passeando pelo Calçadão, você encontra um centro comercial que acaba fechando cedo e deixando a cidade vazia à noite. A Ponte Nilo Peçanha - a Ponte Velha permite uma linda vista do pôr do sol do Maciço das Agulhas Negras.
O site da prefeitura de Resende permite que você tenha algumas informações importantes, como o número das linhas de transporte coletivo e unidades básicas de saúde.
Abaixo alguns telefones de motéis que encontrei na Internet, enquanto pesquisava para escrever o livro. Lembrando que isso não é propaganda, apenas fiz uma simples procura em um site de busca:
JOAQUIM MARTINS MACHADO
ESTRADA RESENDE FORMOSO, 3000 - ALEGRIA
RESENDE - Rio de Janeiro
Telefone: (24) 3354-1061
SHIPS MOTEL LIMITADA
RODOVIA PRESIDENTE DUTRA KM 296 - FAZ BARRA
RESENDE - Rio de Janeiro
Telefone: (24) 3355-7477
VENEZA MOTEL
Possui suítes com hidro, spa, piscina aquecida e sauna
Av. Dr. Jefferson Geraldo Bruno, 1450
Acesso pela Rod. Pres. Dutra km 304
Paraíso - Resende - RJ
(024) 3381-8099
Agora já que você e seus familiares terão que se hospedar durante os bailes e festas, veja algumas dicas. (Se forem muitas pessoas, é mais lucro alugar uma casa. Alguns resendenses disponibilizam suas residência para algumas imobiliárias alugarem por uns dias. É bom garantir sua reserva com muitos meses de antecedência, tome a mesma precaução com os hotéis). Falando nisso, vamos a eles:
Montese Tower Hotel
Endereço: Av. Dorival Marcondes Gody, 165, Montese.
Telefone: 24 3355 1108
Site: http://www.montesetowerhotel.com.br/
Vila Rica
Rua Luiz Euzébio, 54 - Centro
CEP: 27511-400 Resende - RJ
Telefax: (55) 24 3354-4561
Site: http://www.vilaricaflat.com/
Best Western Resende Hotel
Av. Dr. Jefferson Geraldo Bruno, 1580,
Bairro Paraíso, CEP 27536 000 - Resende/RJ
Telefone: (24) 3358-1510
Site: http://www.bestwesternresende.com.br/
Castel Plaza Hotel
Av. Marechal Castelo Branco, 301, Resende
Telefone: 24 33583200
Site: http://www.castelplaza.com.br/
River Park Hotel
AV. Nova Resende, n º 262,Campos Elíseos, Resende
Tel.:(0xx24) 3355-3344 ou 3354-7314
Site: http://www.riverparkhotel.com.br/infohotel.html
Scala Residencial Hotel
Rua Nicolau Taranto, 27 Resende-RJ
Telefax: (24) 3355-2311
Site: http://www.scalaresidencehotel.com/
Espigão Palace Hotel
Rua Sebastião José Rodrigues, 255
Campos Elíseos - Resende RJ
Tel: (24) 3355-1755
Site: http://www.espigaopalace.com.br/
Pousada Belas Artes
Av. Afredo Penido, 1160, Resende
Telefone: 32 3354 1213
Para se divertir em Resende as opções não são muito variadas. Há um shopping, uma boate e algumas pizzarias e bares para conversar com os amigos. A boa é ir para Penedo, que é bem próximo, no frio, se torna o point!
Outra coisa que deve ser garantida é sua passagem, por isso, procure comprar com antecedência. Lembro de um episódio em que fiquei quatro horas esperando por um ônibus para São Paulo, porque todos já estavam já lotados.